terça-feira, 4 de maio de 2010

Voltando

Voltando ao blog, depois de algumas semanas sem inspiração...

- Primeiro gostaria de falar que vejo em algumas pessoas o medo de exporem suas ideias. Algumas pessoas tem tanta vergonha do que pensam que não têm coragem de divulgar seu pensamento, ainda que trabalhem com isso. Outras ainda se escondem em pensamento alheio, por pura falta de personalidade, ou, simplesmente, por falta de capacidade para criar um pensamento só seu, ou adaptar a sua personalidade.
Acredito que, por mais errada que seja a opinião sobre um determinado assunto, essa opinião deve ser discutida e esmiudar o assunto o suficiente para não haver mais uma forte inclinação à opinião contrária. Quanto mais se bate numa questão sob todos os pontos de vista, menos controversa será. Claro que tem coisas que nunca vão ter um denominador comum, como a política.

Na política, cumpre observar a história de um modo crítico e imparcial, sabendo também das limitações das interpretações históricas e das inclinações ideológicas dos historiadores. Esse é um fator importante, que também podemos observar na ciência. Um exemplo: uma empresa qualquer (ou órgão governamental) paga um pesquisador para que analise dados e estatísticas para chegar a um resultado. Sabemos que, se o resultado for desfavorável, a empresa irá maquiar os dados, ou simplesmente descartar a pesquisa. Ou seja, é impossível o pesquisador ir contra o patrocinador, a não ser que não queira mais os recursos e queira ser desacreditado na comunidade científica.

Temos muitos exemplos de mentiras em pesquisas. Um desses é nos dados do aquecimento global, em que se maquiaram os dados a favor dos “ambientalistas”. Sou simpático à causa ambiental, mas não sou cego para acreditar que a culpa é exclusiva do homem - por mais cruel que sejamos. Mas isso fica para outra postagem.

Segundo. Estou divulgando meu blog em outros blogs. Com isso espero ter mais visitas e comentários inteligentes. Também estou criando outro blog, de coisas engraçadas, fotos da net, placas desmotivacionais, o melhor de blogs do gênero, pérolas do orkut e internet, entre outros. Daqui a uns dias eu posto o endereço por aqui.

Destarte, briguem, discutam. Assim que construiremos um ambiente favorável ao crescimento intelectual. Nada surge da inércia.

Abraços a todos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Angra, uma tragédia evitável


Outra visão sobre os desastres em Angra

Digamos que os desastres de Angra seriam como a Usina Nuclear de mesmo nome: uma tragédia anunciada e evitável!

A pressão imobiliária sobre os vereadores e deputados estaduais é tão grande que abafa os estudos geológicos – que por certo nem existiram no local.

Vemos mais uma vez a mídia fazendo media e escondendo a verdade. Quem é o culpado? A chuva? Óbvio que não!

No programa Global Fantástico aparece um casal, triste por ter perdido sua filha. Mas que responsabilidade teria esse casal por essa e pelas outras mortes, se construiu (ou comprou) uma pousada na encosta de um morro? Seria justa a alegação de que foi um desastre natural? Um acaso? Um caso fortuito e incerto? Não! O certo seria fazer um apurado estudo das condições reais do solo e, se for possível, averiguar se esse tipo de “fatalidade” poderia ter sido evitada com a restrição de moradias no local. Se as mortes pudessem ter sido evitadas com um simples NÃO por parte dos legisladores e peritos, esses e os donos dos imóveis deveriam pagar pelo crime de homicídio por dolo eventual, no qual não houve intenção de matar, mas se sabia do risco. É mais ou menos como o motorista que sai dirigindo bêbado e acha que não vai matar ninguém e acaba criando um acidente fatal. Ou como construir uma pousada na encosta de um vulcão, sabendo que daqui a 10 anos ele pode entrar em erupção. Talvez ele não entre, mas, se há chance, não se deve arriscar por míseros lucros que não valem a vida de quem se perdeu.

Todas essas mortes poderiam ter sido evitadas se, pelo mínimo de segurança, esses construtores tivessem esquecido por um momento o lucro e a ganância.

Não sei se os estudos levarão a essa conclusão, a de que era sabido que a área iria ruir em algum momento. Mas se levar a essa conclusão, então que os responsáveis sejam culpados e condenados. É o mais justo e prudente a fazer, para se criar uma mentalidade um pouco mais coerciva na cabeça desses “grandes empresários”, mostrando que nem sempre molhar a mão de alguém exime a culpa de um “acidente”.

A mídia mais uma vez esconde o verdadeiro culpado, pondo a culpa toda na chuva. Ela não tem como se defender, não é mesmo?! Quem patrocina pode pagar a verdade. Porém a chuva, culpada de tantas outras tragédias, não pode.

Que essas tragédias sirvam de exemplo. Que o povo não engula calado essa “verdade” empurrada. Saibamos pensar criticamente, só assim alguma coisa vai mudar. E para quem puder evitar comprar um imóvel em um local de risco, que o faça. Comprar um imóvel com esse vício oculto é mais ou menos como comprar um carro sem freio, em alguma lomba vai acontecer o esperado.

O ano de 2010 parece que começou ensinando. Que ensine todos aqueles que dominam. Que ensine que nem sempre são os dominados que pagam. Como o exemplo desse acidente, uma das vítimas era a filha do casal empresário, dono da pousada. Amanhã pode ser outro acidente pior. Que seja feita a Justiça e os culpados paguem pelos crimes, se assim for apurado. Para o Brasil perder o estigma de “quem tem grana não vai preso” ou de que “tudo acaba em pizza”.

Ano de 2011, o mesmo drama! Nada mudou.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Voltaremos!

Bom, depois de um tempinho ausente, publicarei um post sobre algumas coisas que vejo aqui onde trabalho.

Trabalho no fórum de Viamão. 1ª Vara Cível. Mais ou menos 10.000 processos.

Era para ser mais um dia comum. Nada de mais acontece por aqui, além de algumas discussões no balcão. A cidade, mesmo sendo violenta, continua pacata.

Pois não é que, para a surpresa de todos os que achavam que seu quotidiano se repetiria da mesma forma enfadonha de sempre, depois de ter acontecido tanta coisa no mundo (e em Viamão nada!), acontece o inesperado? Nessa quinta-feira, 17/12/09, em uma tentativa frustrada, alguns "manés" tentaram libertar um preso que estava sendo conduzido pela SUSEPE (Superintendência dos Serviços Penitenciários) de volta ao xadrez. Não sei bem da história ainda, as fofocas são muitas. Mas o que aconteceu aqui dentro do cartório foi engraçado. Ninguém sabia direito o que havia acontecido, só ouvíamos barulhos que pareciam tiros, policiais gritando de armas na mão, pessoas se abaixando... foi um início de manhã digno do Rio de Janeiro.

Pelo jeito tudo correu bem - para os mocinhos -, porque não conseguiram o resgate e ninguém se feriu. Mas que sirva de alerta. Como estão lidando com a segurança dos cidadãos e servidores? Algumas medidas são tomadas, como fechar a rua em dia de audiência e júri, agentes fortemente armados, amados ou não... mas até que ponto estamos seguros desse tipo de situação inesperada (que deveria ser esperada, visto o risco que representam alguns desses criminosos).

Nessa esteira, gostaria de prestar minhas homenagens a nossa queria guarida policial. Esses dias convidei uns amigos meus para encher as fuças de cerveja. Um deles foi em casa ligar para a namorada, por volta de 00:10, e, na volta, em um assalto, quase perdeu a vida. Bem, foi um tiro de calibre 32 no escroto (saco, bola direita), mas poderia ter sido em algum ponto vital. Ele ainda está com a bala alojada na coxa, mas sem risco nenhum de vida.

A polícia apareceu no hospital, já que, quando alguém baixa com esse tipo de ferimento é de praxe o chamamento da polícia para instaurar inquérito. Pois acredito que a polícia não tenha nem diligenciado no local do fato, porque, logo algumas semanas depois, o assaltante estaria fazendo mais uma vítima, não fosse o namorado dela, amigo meu, intervir.

Outro protesto. Levei meu amigo correndo aquele dia. Entrei no centro da cidade a pelo menos 80 km/h, pisca alerta ligado, mão na buzina, e fazendo a rótula entrei na rua do hospital. Não percebi que a rua era contramão, mas soube, depois de deixar meu amigo em segurança. Como pode um administrador colocar uma rua, que deveria ser a mais prática possível, com uma só mão e dificultar tanto uma emergência. Se aparecesse outro carro na mão certa, aconteceria mais de uma tragédia.

Outro dia conto como foi à aventura no Emérito Hospital de Viamão. E que aventura.

EXTRA, EXTRA, modificaram a mão da via. Agora o prefeito usou um pouco da cabecinha de merda e colocou a rua na mão da entrada para saída, e não vice e versa. Antes, tínhamos que entrar e sair do centro pra entrar na rua do hospital. Agora, um pouco mais inteligente. Finalmente.